Jornalista Régis Oliveira: Radialista é ameaçado de morte e vai à Polícia em Catarina

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Radialista é ameaçado de morte e vai à Polícia em Catarina

Geninho

O radialista Geninho Franco, da Rádio FM Nossa 87.9, da cidade de Catarina, na Região dos Inhamuns, sofreu agressão e ameaça de morte e prestou depoimentos à Polícia. Dois elementos teriam feito as ameaças, mas a polícia ainda não os identificou. Os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, durante o Bate Papo Político, no Jornal Alerta Geral, edição desta quinta-feira, cobraram a polícia para investigar e identificar os autores das ameaças.
CRESCE VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS NO BRASIL
Um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revela que houve um aumento nos casos de violência contra os profissionais da categoria em 2015, em comparação com 2014. Ano passado, 137 ocorrências foram registradas, contra 129 em 2014. O documento, chamado de “Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil” será lançado oficialmente nesta quinta-feira, no Rio.
De acordo com o levantamento, dois jornalistas foram assassinados em 2015 no país — em 2014, haviam sido três mortes. Por outro lado, houve aumento no número de comunicadores mortos: foram nove assassinatos em 2015 (cinco radialistas, dois blogueiros e dois comunicadores populares), contra quatro em 2014.
O jornalista Evany José Metkzer foi assassinado em Minas Gerais, enquanto o jornalista paraguaio Gerardo Ceferino Servián Coronel foi morto em Mato Grosso do Sul. Os radialistas Djalma Santos da Conceição, Francisco Rodrigues de Lima, Gleydson Carvalho e Ivanildo Viana e Patrício Oliveira, os blogueiros Ítalo Eduardo Diniz Barros e Roberto Lano e os comunicadores populares Israel Gonçalves Silva e Soneide Dalla Bernadina foram as outras vítimas fatais.
— A violência por encomenda, que era caracteristicamente direcionada aos jornalistas, passou a atingir também radialistas, blogueiros e comunicadores populares. À exceção dos radialistas, são áreas que estão menos protegidas e, portanto, ficam mais expostas à violência. Não houve aumento no número de mortes de jornalistas, mas sim entre os radialistas, comunicadores populares e blogueiros — explica o presidente da Fenaj, Celso Schröder.
Houve ainda 49 casos de agressão física, 28 episódios de ameaças ou agressões físicas, 16 casos de agressões verbais, 13 registros de impedimento do exercício profissional, nove casos de cerceamentos à liberdade de expressão por meio de ações judiciais, oito prisões e um caso de censura. A Fenaj contabiliza ainda dois casos em que a categoria foi atingida como um todo, em episódios contra a organização sindical.
Schröder, acrescenta que os episódios de violência relacionados às manifestações — que explodiram em 2013 e também foram elevados em 2014 — diminuíram. Ele defende a federalização das investigações, nos casos de crimes relacionados ao exercício da imprensa, e a instalação de um observatório, pelo Poder Executivo, que possa acompanhar com mais precisão os dados referentes à violência.
— É uma forma mais eficiente de acompanhar as denúncias, os processos e reduzir a impunidade — afirma Schröder. — São números ainda expressivos, que não condizem com o estado de direito e com um país que preza pela informação como elemento estruturante do estado de direito. Acompanhe o relato do radialista Airton Ferreira, no Jornal Alerta Geral, sobre as ameaças contra o colega de profissão.
Com informações do O Globo e Ceará Agora.

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