Jornalista Régis Oliveira: Abril tem volume de chuvas abaixo do esperado no Ceará

domingo, 23 de abril de 2017

Abril tem volume de chuvas abaixo do esperado no Ceará

Até este sábado, 22, o  volume acumulado de chuvas no Ceará só atingiu 98,2mm dos 188 mm esperados, de acordo com o Calendário de Chuvas da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), isso representa apenas 52,2% da meta esperada para o mês. A situação não deverá se reverter a menos de 10 dias pra fim de o mês, O desvio – 47,8% causa preocupação porque os meses seguintes têm registro menor de precipitações.


A Funceme havia divulgado, no início do ano, o prognóstico para o trimestre fevereiro-março-abril de 40% de chance de chuva em torno da média – que é de 510,1mm para os três meses. As chances de chuva abaixo e acima da média eram de 30% para cada  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que o prognóstico para a quadra chuvosa no Ceará (meses de fevereiro a abril) seria de chuvas abaixo da média histórica.
De fevereiro até este sábado (22), o acumulado de chuva foi de 457,9mm. Em janeiro, o esperado era 98,7mm, mas choveu apenas 67,1mm, um desvio negativo de 32,1%. Em fevereiro, a meta de 118,6mm foi ultrapassada em 31,8%, atingindo 156,3mm. Em março, as precipitações atingiram a normalidade, com 203,4mm.
Neste sábado choveu em 17 municípios cearenses: São Gonçalo do Amarante (posto Santo Amaro) registrou a maior precipitação com 50 milímetros; Aquiraz (Posto: Sitio Sapucaia Fagundes) com 41.0 mm; Fortaleza (Posto: Pici) com 25.2 mm; São Gonçalo Do Amarante (Posto: Siupe) com 21.0 mm; Uruoca (Posto: Campanario) com 13.0 mm; Granja (Posto: Pessoa Anta) com 11.0 mm; Itaitinga (Posto: Itaitinga) com 11.0 mm; Reriutaba (Posto: Amanaiara) com 10.0 mm; Ibiapina (Posto: Ibiapina) com 10.0 mm e Fortaleza (Posto: Água Fria) com 9.0 mm.
Para o domingo, 23, a previsão é de  nebulosidade variável com chuva em todas as regiões ao longo do dia. O volume atual dos 153 açudes monitorados pela Cogerh é de 12,32% de sua capacidade, o que representa 2,3 bilhões de m³ de água do total é de 18,64 bilhões de m³. 105 açudes estão com volume abaixo de 30 %; 17 reservatórios estão secos e 40 em volume morto. Até o dia 21, 10 açúdes estavam sangrando.

AÇUDES , 42 EM VOLUME MORTO E 18 TOTALMENTE SECOS
Segundo dados do Portal Hidrológico da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), na atual quadra chuvosa cearense, 42 açudes permanecem em volume morto e outros 18 estão secos. Contudo, os reservatórios continuam sendo usados para o abastecimento de centros urbanos, recebendo reforço oriundo de poços artesianos, poços amazonas (cacimbões), adutoras e de carros-pipa.
De acordo com a Cogerh, a categoria volume morto leva em consideração que os açudes acumulam um pouco de água e que essa reserva varia segundo a dimensão da barragem, cuja cota está inferior à tomada de água.
Já são seis anos seguidos de perda de reservas de água nos reservatórios. “A situação não está fácil”, disse Natan Dantas, chefe do escritório da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), em Ipaumirim.
Através de uma nota, a Cagece informou que, atualmente, 18 cidades encontram-se em situação de contingência, que são: Apuiarés, Araripe, Baixio, Boa Viagem, Campos Sales, Catarina, Deputado Irapuan Pinheiro, Granjeiro, Ipaumirim, Iracema, Mombaça, Mulungu, Pedra Branca, Pereiro, Piquet Carneiro, Potiretama, Salitre e Umari.
Nesses locais, a Companhia realiza ações com objetivo de preservar ao máximo os mananciais, dentre elas: o rodízio de abastecimento, a disponibilização de carros-pipa e a busca por novas fontes de captação (como perfuração de poços tubulares e construção de Adutoras de Montagem Rápida (AMR’s).
Confira os volumes dos reservatórios de alguns municípios:
Açude São José II (Piquet Carneiro) – 0,03%;
Açude Jenipapo II (Baixio) – 0,11%;
Açude Jaburu II (Independência) – 0,3%;
Açude Flor do Campo (Novo Oriente) – 1,8%;
Açude Patu (Senador Pompeu) – 2,2%;
Açude Santa Maria do Aracatiaçu (Sobral) – 14,7%;
Açude Cupim (Independência) – 23%;
Açude Barra Velha (Independência) – 30%;
Açude Flor do Campo (Quiterianópolis) – 57%.

Outras cidades, como Tauá, Quixeramobim, Acopiara, Arneiroz, Crateús e Nova Russas dependem de abastecimento por meio de adutoras.

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